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sexta-feira, 26 de abril de 2013

Bolha imobiliária estourando no Brasil



Bolha imobiliária estourando? Onde?

postado em Artigos | Istoé 04/2013o


         Ricardo Amorim

Desde 2008, quando surgiram os primeiros comentários de bolha imobiliária em vias de estourar no Brasil, tenho analisado evidências históricas e internacionais, refutando até aqui tais alegações e concluindo que, provavelmente, os preços continuariam a subir.

De acordo com a consultoria britânica Knight Frank, entre os 53 países com os maiores mercados imobiliários globais, o Brasil teve em 2012 a maior alta de preços de imóveis residenciais: 13,7% em média. Resolvi atualizar e expandir meus estudos.

Há um ano, usei o consumo anual per capita de cimento como estimativa do grau de aquecimento da atividade no setor imobiliário em momentos de estouro de bolhas em vários países. Hoje, pelas minhas contas, este indicador chegou a 361Kg no Brasil. No ritmo médio de crescimento dos últimos 10 anos, que foi de 5% a.a., em apenas dois anos atingiríamos o nível mais baixo de estouro de bolhas, que é de 400Kg, o que sugeriria cautela. Por outro lado, o nível máximo de consumo de cimento antes bolhas estourarem, em alguns casos passou de 1.600Kg anuais per capita. Para chegar a este patamar, o Brasil levaria mais 80 anos. Por este parâmetro, poderíamos estar entre 2 e 80 anos do estouro de uma bolha. Pouco se conclui.

O segundo indicador importante é o total de crédito imobiliário disponível. Crédito permite que mais gente compre imóveis, aumentando a procura por eles e elevando seus preços. No Brasil, apesar do crescimento dos últimos anos, ele ainda é de apenas 7% do PIB, muito distante dos 50% do PIB que costuma ser o mínimo quando bolhas imobiliárias estouram. Mesmo considerando-se uma expansão ao ritmo dos dois últimos anos, que foi de 1,4% do PIB ao ano, o mais rápido da nossa história, levaríamos mais de 30 anos para chegar a 50% do PIB. Sinal de tranquilidade.

Por fim, como anda a capacidade de pagamento dos brasileiros? Levando em conta preços dos imóveis em relação à renda no mundo, chama a atenção a grande dispersão entre as maiores cidades brasileiras, com algumas entre as mais caras e outras entre as mais baratas.

Das 50 cidades mais caras do planeta, 49 estão em países emergentes, incluindo quatro no Brasil: Brasília (10ª), Rio de Janeiro (25ª), Belo Horizonte (43ª) e Porto Alegre (45ª). Por outro lado, Salvador não está mais entre as 100 mais caras do mundo, Fortaleza é uma das únicas 10 cidades entre as 50 mais baratas do mundo que não estão nos EUA, e Campinas também está entre as 100 mais baratas. Entre os 385 maiores mercados imobiliários globais, a classificação média das 11 cidades brasileiras incluídas foi 124ª, sugerindo que o mercado brasileiro como um todo está um pouco mais caro do que a média, mas distante dos mais caros do planeta. Entre os mercados emergentes, o Brasil está mais barato do que a média.

Outro aspecto favorável é que um menor percentual da renda necessário para pagamento mensal de hipotecas sugere que no Brasil temos melhor capacidade de honrar dívidas.  Além disso, comparando o preço de compra de imóveis com o custo de alugá-lo, constata-se que no Brasil alugueis elevados estimulam compras mais do que no resto do mundo. Por fim, a desvalorização do real barateou os imóveis no Brasil para compradores estrangeiros.

Em resumo, ainda que algumas cidades sugiram mais cautela, para o país como um todo, continuam valendo as conclusões do ano passado. Altas modestas ou manutenção de preços são prováveis na maioria dos casos e o risco de estouro imediato de uma bolha imobiliária nacional ainda é baixo. Se você está na esperança dos preços despencarem para comprar, espere sentado. Segundo Platão, coragem é saber o que não temer.

Economista, apresentador do programa Manhattan Connection da Globonews e presidente da Ricam Consultoria.

quarta-feira, 17 de abril de 2013

BASTA TER CORAÇÃO




Não precisa ter um coração igual ao do bom samaritano, basta ter um coração por que é no coração que o Espírito Santo habita.
Não precisa ter um coração igual ao do rei Davi – segundo o coração de Deus – basta ter coração para ser quebrantado.
Não precisa ter um coração como o coração de Moisés, homem que viu Deus face a face; basta ter um coração para que flua um rio de águas vivas.
Não precisa ter o coração semelhante ao coração do profeta; basta ter um coração onde Deus possa falar.
Não precisa ter coração como o coração do mestre, basta ter um coração ensinável.
Não precisa ter um coração que é amor como o coração de Deus,. Basta ter um coração amável.
Não precisa inventar um novo coração, basta ter coração vivo.
Deus habita no coração exatamente como ele está; purifica e santifica para que ele tenha a vida eterna!
Onofre Neto
Servo inútl
Baseado em palavra anunciada na Igreja do Clamor no ano de 2012

Aventura do Besouro




O besouro é um inseto aventureiro
Em noites quentes há sempre a possibilidade que apareça em ambientes bem iluminados a presença de insetos voando e batendo-se em paredes, luzes, teto, chão ou chocando-se com pessoas. Eles adoram voar para lá e para cá enroscando-se nos cabelos das pessoas e principalmente nos cabelos de mulheres amedrontadas e escandalosas.
Assim sendo o fato aconteceu em um templo de uma igreja em reunião de culto de domingo à noite, ainda no início da pregação; o sol já havia posto no horizonte emprestando seus últimos raios a trazer uma nostalgia à cidade. Nesse momento já escuro, as luzes do interior do templo convidavam os insetos a entrarem no ambiente; um ilustre besouro em seu vôo certeiro atravessa uma das generosas janelas do templo e dá início à sua curta jornada de bate e volta sem direção definida.
Notou-se vôos razantes pelo salão lotado, sendo ambiente para 700 pessaos sentadas; ele voava indo e vindo em zig zags constantes sem que encontrasse algum impedimento na trajetória; às vezes enroscava aqui e ali nos cabelos de mulheres as quais respondiam com o costumeiro grito agudo; às vezes trombava com a face de outros, mas continuava em seu vôo atrevido em busca da luz.
Este zig zaguear durou em média cinco (05) longos minutos; o culto estava perturbado com a movimentação do inseto, que causava gritaria, inquietação e intranquilidade no local; todos estavam atentos aos vôos do besouro, em detrimento da palavra proferida pelo orador da noite.
Notava-se também que os vôos do inseto eram geralmente largos e sempre retos até um impacto qualquer que o fazia mudar a direção; foi quando o besouro rumou seu vôo para tráz do salão, onde havia um homem em pé no corredor jundo a uma das janelas da construção; este cidadão observou a trajetória desse vôo fatídico; calculou rapidamente a velocidade e direção; levantou imediatamente sua mão direita abrindo-a bem; aguardou o impacto daquele inseto agitador; capiturou-o fechando a mão ao impacto e imediatamente desalojando o besouro para fora do recinto atravéz janela mais próxima.
O homem não havia percebido ainda que o olhar de todos perseguiam o besouro e ao notarem a ação rápida e eficiente a que ele se dispôs; todos unisönicamente silenciaram cerca de um a dois segundos, fitando atentamente aquele homem; para logo a seguir gargalharem descontroladamente por cerca de um minuto inteiro; quando se refizeram das gargalhadas o pastor agradeceu no púlpito o feito da ação eficaz daquele homem contra o besouro agitador, dando andamento mansamente à ministração.

Onofre Neto
Fato ocorrido em um culto dominical da Igreja Fonte de Vida situada na Av Goiás quase esquina com a Av Brasil em Anápolis Goiás, nos idos anos de 2001.

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Brasil caminha para ser o 4º maior PIB global


Brasil está caminhando para atingir o quarto maior PIB do globo.
Gosto do comentário do SAPOIA - http://www.youtube.com/user/sapoia01?feature=watch - onde ele demonsntra onde consegue os dados para seus comentários.
Segue o vídeo:



Existem uma série de implicações em que o Brasil vai continuar crescendo enquanto países ricos continuarão diminuindo suas economias. Tudo que está acontecendo não dá para escapar; são dados consistentes em que o mundo inevitavelmente experimentará dia após dia; o que o Brasil precisa fazer é aproveitar ao máximo essa onda e emplacar o seu desenvolvimento social.

Onofre Neto
04/04/2013

segunda-feira, 11 de março de 2013

BRASIL NA ROTA DOS GRANDES INVESTIMENTOS


         

         









     As exportações da China reagem  em fevereiro, porém suas importações permaneceram modestas atingindo a minima desde o ano 2000; o crescimento das exportações chinesas para os Estados Unidos foram os mais altos do ano e a melhor performace para os últimos 18 meses  na zona do Euro, mas ainda fraca demais para intervir no desempenho sustentável da economia mundial, segundo  “reportagem de Koh Gui Qing e Xiaoyi Shao”. A decizão do governo chinês em abrir as portas a capitais estrangeiros causa otimismo ao investidor,  porém os reguladores do mercado de capitais da China limita em até 10% o total das ações comercializadas, para que não haja um inchaço da economia local, e para que o governo não perca o controle da sua produção; hoje essa participação é pouco maior que 1% do capital externo.  A abertura para investidores estrangeiros beneficiará o mercado do continente oferecendo maior demanda por ações e títulos, segundo estrategista do Crédit Agricole CIB Dariusz Kowalczyk. Analistas sugerem que haverá um aquecimento na demanda global para 2013., segundo afirma em reportagem Simon Rabinovitch em Pequim. Wen Jiabao, primeiro ministro chinês afirmou esta semana que a China deverá crescer 7,5% no ano de 2013 com uma inflação prevista para 3,5%; com um déficit fiscal de US$ 132,8 bilhões (1,2 trilhões de Iuanes) representando 2% do PIB.
Nos Estados Unidos que acaba de se safar do abismo fiscal, começa a sofrer com então “sequestro fiscal”; que seria o corte de gastos do governo para conter o aumento do déficit fiscal negociado no acordo do “abismo fiscal”. Os cortes do governo formarão um efeito ondulatório onde os gastos do governo diminuem, mas tambem diminiu o dinheiro circulante, diminuindo o emprego, caindo a demanda, o que forçará a curto praso gastos governamentais maiores que antes. Haverá uma devastação no renascimento de novas vagas de trabalho, o que causará um atraso em baixar a taxa de desemprego de 7,9 para 6,5 onde poderia haver um equilíbrio da taxa de juros segundo almeja o Federal Reserve, ainda incorrerá no risco de manter o país mergulhado em uma amarga recessão.; pois deixará de tributar a receita do emprego e gastar com ações sociais, conforme diz Financial Time 2013 Limited. Em meio a esta crise interna aumenta o rumor de crise externa armada com a Coreia do Norte, com declarações acaloradas de ambas as partes. Este episódio desfavorece os Estados Unidos recuperar seu fôlego financeiro permitindo que focos de desagrado externo tomem proporções globais atingindo a confiança dos propensos investifdores.
Na Eurozona a cordialidade entre os países parece estar se arrefecendo aos poucos devido ao plano de austeridade defendido pela chanceler alemã Angela Merkel e apoiada na íntegra pela Inglaterra; enquanto que países como Grécia, Espanha, Portugal, Irlanda e Itália agarram-se aos ajustes propostos pelo BCE para que toda zona do Euro volte ao equilíbrio. As eleições sempre trasem alguma desconfiança misturada com suspense; o que é fato na Itália onde o partido de centro esquerda conquistou a maioria da câmera baixa do parlamento do país e não a maioria do senado o que seria necessário para governar com total apoio. Ítalia deve tomar medidas drásticas para equilibrar suas finanças e dentro desse aspecto sugere até mesmo seu desligamento do Euro, a fim de ganhar competitividade. Haverá uma consequência desastrosa para toda Zona do Euro com uma decisão desse aporte, o que poderá causar efeito retroativo para a Itália  principalmente, segundo Rainer Bruederle candidato do partido alemão dos Democratas Livres para o próximo pleito daqui a sete meses; disse em um talk show na semana passada; considerado comentário desqualificado por Joachim Poss, vice lider do partido oposicionista democrata de centro esquerda na Alemanha, conforme reportagem de Annika Breidthardt - edição por Stephen Brown e Angus MacSwan. Mario Draghi presidente do BCE prevê um PIB com a contração de 0,5% no ano de 2013, crescendo !% em 2014 e não 1,2% da previsão anterior. Na França Jean Marc Ayraut, primeiro ministro, vê a necessidade do governo cortar gastos na ordem de US$ 6,5 bilhões (5 bilões de Euros) no ano de 2014 para conseguir equilibrar as contas públicas até 2017; porém Ayraut afirma que será uma reforma estrutural ambiciosa nos ministérios e suas agências, conforme informações da Dow Jones. A Eurozona amarga uma recessão pior que a prevista por analistas; atingindo os 17 países da UE. Christine Lagarde, diretora do FMI acredita que a fraca recuperação da economia mundial poderá repercutir de forma positiva na Eurozona para os países que atingiram seus objetivos de equilibrar suas finanças, como é o caso da Irlanda que deverá ser um dos poucos países da UE com crescimento positivo do PIB em 2013.
O PIB do Brasil em 2012 teve um crescimento de 0,9%, A pior performace desde 2009, apesar de todos os esforços do governo para proporcionar o aquecimento econômico do país, sua inflação ultrapassou em 1,34% além do previsto, com uma taxa da Selic em 7,25% figurando a menor de sua história. Geraldo Alckmin, governador de São Paulo afirma em entrevista para Dow Jones: “As medidas do governo para impulsionar o consumo e a demanda não foram seguidas por políticas para melhorar a competitividade e modernizar a economia, concluindo que o Brasil se tornou caro antes de se tornar rico.”
Rico e caro o Brasil hoje está na rota do investidor externo que enxerga na situação de equilíbrio da América Latina como o caminho certo e seguro para o seu capital. A preferência pelo Brasil não se dá por acaso, e sim pelo fato de o país estar em uma posição de liderança na América Latina, com sua economia equilibrada e em condições melhores que o resto do mundo, ainda que seja os demais emergentes. Brasil possui parcerias saudáveis com todo o continente, especialmente com as duas maiores economias do planeta.
Conforme o IBGE de 27 ramos pesquisados o Brasil apresentou expanção em 18 no mês de janeiro, o que corresponde com as espectativas de que o ano de 2013 será uma ano melhor para a economia brasileira que crescerá em torna de 3,5% segundo as perspectivas do governo. As principais influências para o crescimento foram registradas por veículos automotores (4,7%), interrompendo perca de 4,5% desde novembro de 2012;  refino de petróleo e produção de álcool (5,2%), máquinas e equipamentos (5,7%), farmacêutica (5,6%) e material eletrônico, aparelhos e equipamentos de comunicações (10,5%); outras contribuições  relevantes vieram do setor de calçados e artigos de couro (13,8%), produtos de metal (3,3%), outros produtos químicos (1,5%), mobiliário (8,5%), metalurgia básica (1,9%) e alimentos (0,8%).
       Desta maneira o Brasil apresenta boas condições para que os investidores externos voltem a aplicar no país; e assim surge  a oportunidade dos grandes negócios, como informou o Jornal Folha de São Paulo de quinta feira: “A gestora de recursos da GP Investimentos, o fundo Equity Internacional, do investidor Sam Zell, e a Hemisfério Sul Investimentos apresentarão proposta formal até dia 22 de março para aquisiçlão da Alphaville Urbanismo da Gafisa.”
       O Carrefour deixou alguns países como: Indonésia Colômbia e Malásia, conseguindo 2,8 Bilhões de Euros numa estratégia de  capitação financeira para alavancar o mercado na Europa, que sofre com a crise, e ganhar espaço entre os  emergentes Brasil e China. O maior varejista do mundo pretende dispôr para inverstimento entre 2,2 a 2,3 bilões de Euros em 2013. Os analistas entendem que a maior parte deste montante será destinado à América Latina que tem apoiado no fraco desempenho da Espanha e Itália atordoados pelas medidas auteras da Eurozona, segundo informa a Reuters.
       Fernando Pimentel Puga, economista chefe do BNDES, afirmou que os investimentos para o próximo quatriênio correspondente entre 2013 e 2016 serão na ordem de R$ 3,80 trilhões, com ênfase ao setor de logística do qual compõe transporte rodoviário, ferrovias, portos e aeroportos, solidificando o setor da infraestrutura. Os investimentos aumentaram 29% comparado ao ultimo periodo, o que elevará cerca de 124% a capaciada do setor e os investimentos terão a probabilidade de dobrar nos próximos anos garantido pelo motor do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC); ocorre o crescimento ameno da economia como um todo devido muitas empresas estarem com seu nível de endividadento elevado e estarem em momento de controle da alavancagem, até mesmo um cuidado tomado prevenindo os efeitos da crise européia e dos Estados Unidos se espalharem pelo globo.
       O Brasil poderia deslanchar melhor em seu desenvolvimento se não preocupasse em proteger-se demais de qualquer coisa vinda do exterior; ou seja o país é entre os emergentes o mais fechado do para a inovação tecnologica trazida pela mão de obra estrangeira. Um levantamento feito pela Hays destaca a rigidez do mercado de trabalho sendo a principal dificuldade na contatação de profissionais estrangeiros; segundo Juliano Ballarotti diretor da consultoria Hays com base em pesquisa do The Global Skills Index 2012. Empresas brasileiras buscam mao de obra qualificada na Espanha e Portugal insatisfeitos com o salário ou desempregados devido a crise da Eurozona. Segundo Hays o profissional brasileiro sai dos cursos de formação desconectados da realidade prática das necessidades do serviço a ser executado. Ballarotti destaca que o Brasil precisa flexibilizar a entrada de profissionais estrangeiros sem erro da ameaça aos profissionais domésticos.

Fontes para pesquisa complementar:
http://www1.folha.uol.com.br/mercado/1242173-producao-industrial-cai-25-em-janeiro.shtml
http://economia.uol.com.br/noticias/redacao/2013/03/07/taxa-de-desemprego-grega-cai-pela-primeira-vez-desde-2008.htm
http://revistaepoca.globo.com/Mundo/noticia/2013/03/coreia-do-norte-ameaca-eua-com-ataque-nuclear-preventivo.html
http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,alckmin-brasil-se-tornou-caro-antes-de-se-tornar-rico,1005166,0.htm
http://exame.abril.com.br/mercados/noticias/10-noticias-para-lidar-com-os-mercados-nesta-quinta-feira--11http://economia.uol.com.br/noticias/redacao/2013/03/07/carrefour-diz-que-nao-planeja-nenhum-ipo-no-brasil.htm



Onofre Neto
Empresário - Anápolis - Goiás - Brasil
Economista (UEG);
Empreendedor ; Turismo - My Travel and Cash - www.mytravelandcash.com/members/Master.aspx;
Consultor de investimentos imobiliários ( free lancer );

quarta-feira, 6 de março de 2013

BRASIL NA LISTA DO INVESTIMENTO GLOBAL

Brasil sobe na lista global de investimento estrangeiro
Em 2003 o País era o 15º na lista e em 2012 passou ao 4º lugar (EUA - China - Hong Kong), em 2013 caiu para a 7º e 2014 na 6º posição voltando a 4º lugar em 2015 atrás apenas de China, Estados Unidos e Índia.
O cenáro econômico global induz a pensar no ano de 2013 mais estável; isso porque o temido abismo fiscal norte americano foi ajustado e o calote de países europeus endividados foram evitados. Anexo a isso existe a máxima de que o risco de investimentos está mais próximo do mercado desenvolvido, uma vez que pela primeira vez na história o valor nominal da soma do PIB dos emergentes ultrapassará o valor do PIB dos países desenvolvidos.
Os estrategistas do Grupo Santander entendem que apenas 14% dos investimentos em carteira são destinados aos emergentes, o que determinará um realocamento do portifólio dos investidores globais, uma vez que segundo estimativas, os mercados emergentes terão 2/3 do crescimento econômico global nos próximo 5 anos, segundo Jesus Gomez, estrategista da América Latina e head da área de research da região.
Essa nova realidade da estrutura global favorece a migração do capital de investidores dos países desenvolvidos em busca dos emergentes, que embora mais arriscados, muito mais lucrativo. Nessa ótica surge o mercado Latino Americano que nos últimos dois anos caminhou abaixo da média global no mercado de ações sendo sub-valorizados, sub-recomendados e sub-estimados – segundo Jesus Gomez - portanto, tudo aponta para uma boa reação do mercado de ações da América Latina tenha crescimento acima da média global no ano de 2013.
Com essa nova estrutura global sendo a tendência para o futuro, surge os olhares dos investidores para os emergentes; e na ponta da lista de países emergentes, figura o Brasil como principal foco e prioridade em investimentos para o ano de 2013, bem como a realocação para o futuro dos investimentos globais. Este entendimento sugere o Brasil porque a crise que atinge o globo tem sido absorvida pelo país de forma amadurecida e com um menor impacto que as demais nações. É exatamente por isso que o Brasil deu um salto da preferência do investidor externo de 15º em 2003, para o 4º em 2012. Devido a eventos de proporções globais, naturalmente haverá maior interesse pelo Brasil dos investidores externos nos próximo 3 anos o que cocretizará uma melhor performace para que o país tenha o  desenvolvimento sustentado.
Onofre Neto
Economista (UEG);
Consultor de investimentos imobiliários (www.imobiliariaresidencia.com.br);
Veja também:BRASIL VAI CRESCWER EXPONENCIALMENTE - 29/07/2015.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Paul Washer - Pregação Chocante (Dublado) COMPLETO


Salvação é somente através de JESUS CRISTO.


                Não podemos ser enganados em que se apenas por uma simples oração tenhamos a garantia de entrar no paraíso, é necessário permitir que os ensinamentos de JESUS CRISTO penetre em nossa mente renovando-a, compungindo o coração ao arrependimento.
           Devemos nos examinarmos a fim de perceber se realmente estamos no caminho do Senhor, se cada um não se investigar, não perceberá que o mundo está tratando daqueles que lhes pertence, e também nunca descobrirá o tamanho da graça que o Senhor deixou a disposição daqueles que o amam.
               Paul Washer discorre sobre o comportamento da igreja dos Estados Unidos, mas a realidade parece ser idêntica àquela que a igreja do Brasil se enquadrou principalmente nos últimos 10 anos.



   
               Paul enfatiza que o cristão deve ter exemplo vivo conforme tudo que aprendeu nos sermões, pregações e ensinamentos bíblicos em sua igreja. Ele fala abertamente que os "cristãos" que fazem tudo quanto pensam que podem fazer, eles estão desviados do verdadeiro rumo, do caminho certo e andam pelo estrada larga cujo destino é o inferno. 
              Precioso leitor, agarre-se a verdade e não se aparte dela, firme os passos naquilo que é justo e santo, abandone tudo aquilo que parece ser errado; dedique sua vida à ética e haja com a prudente sabedoria.
                Assista o vídeo anexo e tome a sua conclusão, você tem a liberdade de escolha para decidir onde colocará seus próximos passos. Você é dono de parte do seu destino, construa a vida de maneira que ela seja eterna!

Empresário, empreendedor, economista e consultor de investimentos imobiliários

sábado, 16 de fevereiro de 2013

Olhem para Goiás

   Goiás em 2012 obteve PIB de R$103,5 bilhões (2013 111,3 bilhões) - (9º do Brasil) e renda per-capta de 16.251 (12º) - 2013 18.299 (saltou para 11º);  hoje é um estado caminhando para auto sustentação, com um superavit primário primoroso, uma indústria crescente e uma logística formidável; além disso possui nuances que poderão dar uma boa arrancada em seu desenvolvimento, como por exemplo a conclusão da "Ferrovia Norte/Sul", a facilidade com o porto seco de Anápollis, bom escoamento de cargas via rodovia, além da implementação do aeroporto de cargas de Anápolis com a conclusão prevista para julho de 2014 (jornal opção - 1956 - 30/12/2012) concluindo assim a plataforma multimoldal;  outro fator complementar à estrutura será a construção do centro de convenções de Anápolis que abrigará o empresariado em suas necessidades, bem como promoverá a cultura do município e do estado.Goiás teve duas cidades listadas no ranking dos 100 maiores PIB do Brasil, figurando Goiânia em 43º e Anápolis em 52º, e cinco cidades listadas nas 100 melhores renda per capita do país; são elas: Alto Horizonte (7°), Chapadão do céu (24º), São Simão (38º), Perolândia (52º), Cachoeira Dourada (95º). Falando-se do agronegócio, Goiás teve destaque com onze municípios, dominando o topo do ranking: Rio Verde (1º), Jataí (5º), Chapadão do Céu (9º), Ipameri (10º), Mineiros (18º), Morrinhos (61º), Quirinópolis (83º), Montividiu (88º), Caiapônia (89º), e Catalão (93º), esta trajetória do PIB Brasil dilacerado nos municípios destaca a importância vital de Goiás no contexto do desenvolvimento sustentável do Brasil.
Com esses antecedentes e projetos arrojados para protagonizar o crescente desenvolvimento; Goiás tem atraído a atenção de grandes investidores. Em 2011 a H.J. Heinz Company, uma das maiores empresas de alimentos dos Estados Unidos com  tradição de 144 anos e U$ 11,6 bilhões de vendas anuais, adquiriu a fabrica da Quero Alimentos,por R$ 1,2 bilões;  com 2.000 funcionários e 100 ítens em sua produção;  locada na cidade de  Nerópolis, estado de Goiás; uma cidade de 24 mil habitantes a 24 km da capital Goiana. Heinz como é conhecida a companhia,  inicia em março a produção de seu ketchup na fábrica; carro-chefe de vendas no Brasil. Heniz tem o projeto de competir no mercado brasileiro que fatura cerca de R$ 3 bilhões por ano e que cresceu em média 16,5% nos últimos 3 anos; com uma margem saudável segundo Johnson. Desde sua aquisição a Companhia cresceu 33% no Brasil; melhor percentual entre outros países em que a Heinz atua. "O negócio brasileiro tem sido uma surpresa" segundo Willian Johnson, presidente do conselho de administração e CEO da Heinz Company, em jantar com Jorge Paulo Lemann e Alex Behring, ambos da empresa 3G Capital - dona da Ambev e Burger King, que apresentaram uma boa proposta financeira sendo considerado como "um negócio fabuloso" para os acionistas da Heinz. 
Surge o maior negócio na indústria de alimento global, com a compra da Heinz pela 3G Capital e Buffett por $ 23,2 bilhões, o que equivale ao preço $ 72,50 por ação em 14 de fevereiro último.
Conforme ocorreu com a Burger King em 2010, quando os brasileiros assumiram o controle, é esperado o fechamento de capital da bolsa de Nova York da Hienz; Possivelmente a 3G implantará o modelo de gestão usado na AB Imbev e Burger King que tem o aval da Buffett, que se expressa: "Esse é o meu tipo de negócio e o meu tipo de parceiro" e que revela que acompanha de perto o desenvolvimento da Heinz Company desde os anos 80.
A expectativa dos sócios é que a Heinz venha a ser muito melhor do que é hoje, expandindo o negócio acima da média do setor nos últimos 3 anos (16,5%) que contará com uma melhor performasse em distribuição e marketing, que são marcas registradas da Ambev.
É esperado grandes investimentos na companhia adquirida uma vez que 3G Capital e Buffett tem a tradição de investir no setor de consumo. A Berkshire detem cerca de 9% da Coca-Cola Company, 2% de participação na Procter & Gamble e 14% no Walmart enquanto Lemman é proprietásrio da rede de fast food Burger King, da ALL (América Latina Logística), bem como ferrovias nos EUA e das Lojas Americanas e da Submarino e Americanas.com.
 Confinamento de gado em fazenda de Cocalzinho de Goiás (Foto: Paula Resende/G1)


Considerações

"O Governo de Goiás tem desenvolvido inúmeros esforços para o desenvolvimento industrial do Estado, trabalhando pela atração de investimentos sólidos e consistentes. 
Goiás tem crescido acima da média nacional, com geração de empregos, mais prestação de serviços e aumento das exportações. 
Entre as estratégias de desenvolvimento industrial, Uma das principais ferramentas é a Companhia de Distritos Industriais de Goiás - Goiasindustrial. A Goiasindustrial é uma Sociedade de Economia Mista sob controle acionário do Governo do Estado, responsável pelo planejamento e gestão das áreas e distritos industriais de Goiás. Foi criada pela Lei: 7.766"
Fonte: Goiás Industrial
http://www.goiasindustrial.com.br/goiasindustrial/

Onofre Neto
Empresário (Sofina Femme - modinha feminina - Anápolis - Goiás);
Economista (UEG);
Empreendedo:
Consultor de investimentos imobiliários:  Imobiliária residência

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

The Belo Mont Dan = Belo Monte é um monstro

     
     This is a mega project to build a hydroelectric plant from the Xingu River in Para state, according to the project area will flood 516 km2, with 11,200 MW of power after its installation. The following discussions in full swing and every Brazilian should research the subject, in order to position rationally and not emotionally. It is healthy to better understand the enormity of this project, both the natural factors in the proposed spending and how that impacts logically cause, but there are certain impacts that occur really need to ensure encouraged the development of a whole nation, and Belo Mont is exactly the answer to these needs.
I'm on the side of the construction of Belo Mont;'ve done my research and concludes that Brazil really need this plant, as well as the state of Pará in need of division Tapajós and Carajás, in the development of the region, think about economic development that Belo Mont will bring in over the coming years, what can be done to benefit the residents of that habitat will be done; Belo Mont Dan is being studied for over 40 years and never got off the ground due to strategic studies and the magnitude of spending a Brazil that previously poor was not able to play today and that reality has changed, how to speak ill of Belo Mont Dan is all need energy to be generated from this plant, how to act with total capacity is debatable, since the plant will have its own reserves water will overflow and therefore the amount of land that has been in the project; propose to search all scientifically and logically the whole process and not just think it is serving any worthy cause by signing a petition. PTista am not and have no commitment to any political slant yet, but I am seeing Brazilian national issues from north to south and east to west. This work will be welcome to the progress of this region of Brazil and have a solid foundation in the unified structure of the Brazilian energy.
Regarding the position of each Brazilian and foreign discussing the subject, but my opinion as to sustainable development is formed.
PS.: For details clicking on the highlighted phrases in the text.
Ps.: Look blackouts in India, a country that kept growth above the world average, will continue to grow without energy? Surely should make investments in power generation, investments that are not small and slow to get ready. Brazil needs the Belo Mont dam ready sooner. Ah! The Brazilian power distribution and unified, that energy will serves the entire country and not just the north where it is being built. 03/08/2012)


Onofre Neto 
Businessman, entrepreneur, economist and investment adviser estate

Consulta de nome sujo - FREE


Consulta gratuita para verificação de nome sujo 

          Agora poderá ser consultado gratuitamente através da internet, se há nome sujo ou não, tal consulta poderá ser feita a partir do CPF e pode identificar débitos, restrições e/ou pendências junto a empresas e órgãos financeiros; segundo administradora do SCPS (Serviço Central de Proteção ao Crédito). O site disponibiliza dados dos credores a fim de efetuar negociações diretas; também é encontrado no site orientação sobre educação financeira. Segundo a empresa Boa Vista, administradora do serviço; trata-se de um avanço na área de proteção ao crédito; pois uma vez negociado a pendência o consumidor poderá enquadrar-se com seus dados no "crédito Positivo".

          Para fazer a consulta basta acessar o site: www.consumidorpositivo.com.br e se cadastrar seguindo os passos anunciados no p´roprio site.

         

Onofre Neto
Empresário, empreendedor, economista e consultor de investimentos imobiliários

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Delfim Netto diz que governo precisa corrigir tropeços


Folha de S.Paulo

Um jornal a serviço do Brasil

QUINTA-FEIRA, 7 DE FEVEREIRO DE 2013 09H32 TEMAS DO DIA



06/02/2013 - 05h00

Governo precisa corrigir 'tropeços' para país crescer mais, diz Delfim Netto




O economista Antonio Delfim Netto em sei escritório, no Pacaembu, zona oeste de São Paulo


O economista Antonio Delfim Netto garante que mantém seu aval a Dilma Rousseff. Mas passou a criticar o que classifica como tropeços do governo petista.
Em entrevista à Folha na manhã desta terça-feira (5), o ex-ministro da Fazenda, Agricultura e Planejamento criticou o modelo de concessões à iniciativa privada que fixa rentabilidade do investidor.
Segundo ele, isso leva o mercado a responder "com a porcaria que cabe em sua taxa de retorno".
Também na manhã de ontem, o governo anunciou mudanças nas regras para as concessões de projetos de infraestrutura. Melhorou as condições para os investidores, mas manteve o critério de taxa de retorno --embora a tenha aumentado.
Para Delfim, o "truque fiscal" para cumprir a meta de superavit primário gerou um efeito de catastrofismo, que "permitiu que se generalizasse a ideia de que o governo não sabe o que está fazendo".
Ele também é contra a recente tentativa do Banco Central de apreciar o real e os incentivos do governo à formação de oligopólios.
Mas o economista, que é colunista da Folha, elogia a continuação da política de redistribuição de renda pelo governo Dilma, que, para ele, vai na direção certa e só precisa fazer algumas correções.

Folha - O senhor adotou um tom mais crítico em relação ao governo. O que o levou a isso?
Antonio Delfim Netto - Não mudou o tom coisa nenhuma. Eu acho que a política do Lula era boa. Considero a Dilma uma tecnocrata de altíssima qualidade. Tudo o que ela está fazendo está na direção certa. Começando com aquela intervenção na poupança, a redução dos juros, a redução do custo de energia.
O que eu digo é o seguinte, a minha mudança...
Chamei a atenção para uma coisa que foi exagerada, a operação quadrangular entre Tesouro, BNDES, Caixa Econômica. Aquilo diminui a credibilidade da política. Você não precisava do superavit primário de 3,1% [do PIB]; com 2% você fazia o serviço.
Os investidores parecem estar menos confiantes no governo.
O governo não tem conseguido produzir leilões capazes de atrair a iniciativa privada. Tenta fixar coisas que não podem ser fixadas simultaneamente.
Você pode fixar a qualidade da concessão. E depois fazer um leilão competitivo em que é determinada a taxa de retorno. Esse é o modelo ideal. Ou você fixa a taxa de retorno e o mercado vai responder com a porcaria que cabe dentro da taxa de retorno. O governo não pode é fixar as duas coisas ao mesmo tempo. Se ele não se afastar desse modelo, a qualidade dos serviços não será a desejada.
E a infraestrutura do país continuará com problemas?
Sim, nossa infraestrutura continuará em dificuldades.
Isso impacta o crescimento?
Não há razão para o Brasil não poder crescer entre 3,5% e 4% neste ano. Mas vai depender do nível de investimento. Se você conseguir concessões com qualidade razoável e taxa de retorno adequada, vai atrair o investimento privado.
O que mais o governo pode fazer para recuperar a confiança do setor privado?
Há medidas como a desoneração da folha de pagamento junto com a relativa desvalorização do real que estão produzindo efeitos importantes na estrutura produtiva e na própria exportação.
Mas, quando o governo faz uma intervenção intempestiva no câmbio, aquelas pessoas que tomaram o risco de acreditar na política de desoneração e de câmbio entram em estado de estresse.
O sr. se refere à intervenção do BC [para valorizar o real]?
É. Essa ideia de que corrigir cinco centavos no câmbio muda a expectativa de inflação é absurda.
Produziu algum efeito terrível físico? Não. Mas produziu uma dificuldade na credibilidade do governo.
Não se pode estressar mais o setor industrial.
O sr. também tem criticado os incentivos a setores escolhidos por meio do BNDES.
É verdade, acho que essa não é uma política das mais inteligentes, formar oligopsônios [em que poucas empresas, de grande porte, compram determinado produto] e oligopólios com recursos do Tesouro, porque é óbvio que não são instrumentos eficientes no processo competitivo. São contra a competição. Mas isso vem de muito tempo. Não tem nada a ver com a Dilma.
Vem do governo Lula?
Sim, vem do governo Lula. Tanto quanto sei até hoje, essa não é uma coisa que termine bem.
Como termina?
Com mais inflação.
A inflação hoje é um risco?
Não acredito. A inflação vai flutuar um pouco. O BC continua com os instrumentos, tem autonomia. É um erro imaginar que não opere. Como é um erro imaginar que o governo não saiba administrar essa política econômica.
O que tem acontecido de melhor no país?
O lado bom é que as instituições estão muito mais fortes do que sempre estiveram. O Brasil é o emergente que tem as instituições mais sólidas, como prova esse julgamento do STF [do mensalão]. E, mesmo que tenha crescido pouco, temos crescido reduzindo a desigualdade. A redução da desigualdade é tão importante quanto o crescimento.
E estou convencido: se o governo corrigir essas pequenas coisas, vamos crescer entre 3,5% e 4%. Se não corrigir, vamos ter um crescimento menor. Mas não significa que o Brasil vai entrar em estagnação. Simplesmente vai ter crescimento menor.
Mas isso não seria ruim?
É claro que um crescimento maior é melhor, desde que acompanhado desse aumento de igualdade de oportunidade. Este é o ponto central: estamos construindo uma sociedade mais decente, dando à economia de mercado o que falta a ela, que é a redução da flutuação no nível de emprego e o aumento da oportunidade de igualdade. Não há razão para esse catastrofismo que se apropriou do país.
O erro do truque fiscal produziu esse efeito. Permitiu que se generalizasse a ideia de que o governo não sabe o que está fazendo. Duvido que o governo repita esse erro.
*
RAIO-X: Delfim Netto
IDADE: 84 anos
OCUPAÇÃO: Professor emérito da USP, sócio da Consultoria Ideias
FORMAÇÃO: Economia (USP)
CARREIRA: Foi ministro da Fazenda (1967-1974), da Agricultura (1979) e do Planejamento (1979-1985); foi deputado federal (1987-2007); e é autor de vários livros.